O Moreirense Futebol Clube foi recentemente multado em 10.200 euros pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) devido à remoção de bolas de jogo junto ao relvado durante uma partida crucial da Liga Portugal. Esta decisão, anunciada esta quinta-feira, sublinha a importância da integridade nas competições e a responsabilidade dos clubes.
A SAD do Moreirense FC foi condenada por "violação das normas" relativas ao "sistema multibolas", uma infração que o CD da FPF considerou uma "lesão do Princípio da Ética Desportiva" e um "grave prejuízo para a imagem das competições organizadas" pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).
Na sequência de uma queixa apresentada pelo clube adversário, também o diretor de campo do Moreirense Futebol Clube, Ricardo Silva, foi punido com uma multa de 1.530 euros. Esta sanção deve-se à "violação dos deveres previstos" no regulamento de competições da LPFP, reforçando a responsabilidade individual em incidentes deste tipo.
O incidente ocorreu durante a 21.ª jornada da Liga Portugal, num jogo disputado a 9 de fevereiro no Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, que terminou empatado em 1-1. Nos minutos finais da partida, as bolas que deveriam estar disponíveis junto às linhas laterais do campo foram removidas pelos apanha-bolas, conforme visível na transmissão televisiva.
Um dia após o encontro, o clube adversário anunciou que iria apresentar uma queixa formal ao CD da FPF. A queixa visava não só a remoção das bolas, mas também outras situações que alegadamente condicionaram o jogo, como a manipulação do ambiente e a obstrução aos apanha-bolas.
O adversário criticou ainda a "climatização manipulada, bancadas condicionadas com tarjas e colunas de som, e apanha-bolas maniatados para esconder as bolas do jogo e retirar as toalhas do guarda-redes" da equipa visitante, João Costa. Estas alegações pintam um quadro de tentativas deliberadas de influenciar o resultado da partida.
Moreirense Futebol Clube